Para não sentir dor, vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto és descartável. O quanto a tua infantilidade não permitiu-me ter alguma admiração por ti. Para não sofrer, não vou permitir que a minha cabeça encoste na almofada antes do cansaço profundo. Não vou permitir admirar as inúmeras coisas belas da natureza, porque ao fazê-lo, talvez me lembre de ti ao observar algo bonito. Não vou permitir a presença do silêncio, porque é com a presença do mesmo que o meu fundo transborda e a tristeza acaba por infiltrar-se em mim, podendo nunca mais sair. Eu vou continuar a permitir a existência da confusão presente na minha cabeça, porque esta parece-me ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.
terça-feira, 8 de março de 2011
I swear
Para não sentir dor, vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto és descartável. O quanto a tua infantilidade não permitiu-me ter alguma admiração por ti. Para não sofrer, não vou permitir que a minha cabeça encoste na almofada antes do cansaço profundo. Não vou permitir admirar as inúmeras coisas belas da natureza, porque ao fazê-lo, talvez me lembre de ti ao observar algo bonito. Não vou permitir a presença do silêncio, porque é com a presença do mesmo que o meu fundo transborda e a tristeza acaba por infiltrar-se em mim, podendo nunca mais sair. Eu vou continuar a permitir a existência da confusão presente na minha cabeça, porque esta parece-me ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade.
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